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Fragmentos do feriado
“Inacessível, indefinível, inatingível”. Na boca de Lígia Fagundes Telles, a melhor (in) definição do ser humano que já ouvi. Não importa o número de amigos, de parentes, de filhos, de entes queridos: o ser humano é por natureza só, e sozinho ele traça seu caminho. Por mais que se conviva, impossível captar todas as ambigüidades, impossível conhecer por inteiro, impossível atingir o âmago, impossível definir com exatidão.
Ainda Lígia: “A palavra escrita vai sobreviver, pois carrega o mistério humano que é impossível de levar para a tela”. Certíssima.
Pela última vez Fagundes Telles, dessa feita citando Jabor (com quem não simpatizo, diga-se de passagem): “Só o corno conhece o verdadeiro amor, e o homem só vira homem quando é corneado”. Precisa comentar?
Chico Buarque, em momento inspirado: “Acompanho as traduções dos meus livros em inglês, francês, espanhol e italiano. Isso não significa que eu fale todas elas- eu consigo falar quase tão mal quanto o Fernando Henrique Cardoso”. Ganhei o dia.
Mais jóias Buarquianas: “Escritos é um bicho esquisito. Você pergunta quais são suas principais referências e eles sempre respondem ‘Kakfa, Flaubert, Dostoievisky’. E tem essa história de ‘Eu não leio meus contemporâneos’. Pó, se nem eles lêem, quem é que vai ler?”.
Só para finalizar, mais uma vez na boca do Chico: “A literatura é a única arte que não exige exibição- mas a FLIP é a negação disso!”. Define muito bem o ethos dominante.
Escrito por Julinha às 21h58
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Aeee!
Vamos postar, vamos postar! Continuo em Parati, e a FLIP estah o maximo. Para estragar meu dia, soh mesmo este teclado podrao do cybercafe. Ontem vi uma montagem de A casa de Bernarda Alba SENSACIONAL. Com certeza, a peca (nao dah pra por cedilha) mais legal que vi este ano. Viva Gacia Lorca!
PS- Os autores vao estar autografando suas obras no final da palestra. (Mediador do debate Os classicos dos classicos- eh o telemarketing invadindo a literatura!).
Escrito por Julinha às 11h41
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Povo, to aqui me plena festa literária de paraty. não devo postar nos próximos dias, depois escrevo tudo. Amanhã vou ver o Hatoum, o livro dele é o máximo!!!!!!!!!!!!!
Escrito por Julinha às 19h46
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Leitura da semana: Dois irmãos, de Milton Hatoum. Muito, muito, bom. Narra o cotidiano de uma família libanesa em Manaus, no começo do século passsado. Melhor ainda vai ser ver o Hatoum na Festa Literária de paraty!
Continuo passando fome, mas pelo menos consigo bons resultados: o ponterinho da balança vai cada vez mais para a esquerda e acho que quinta-feira já estarei nos 46...
Escrito por Julinha às 21h05
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A semana começou bem, espero que continue assim. Está difícil manter o regime- há horas em que a pança ronca!- mas estou resistindo bravamente. "Em dia com a fome" estou eu, hahahah. Consegui entrar no grupo dos 47 quilos- para muitos é pouco, mas para esta baixinha aqui, é muuuuito!
Escrito por Julinha às 16h28
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Simone de Bevoir já escreveu sabiamente que não se nasce mulher, torna-se. Para mim, os quatro elementos mais -literalmente- doloridos desse processo são: parto, cólicas, depilação e dieta. Ainda não pari, mas poderia fazer um blog somente para descrever as agruras que passei ao enfrentar os outros três.
Agora estou de dieta. Chega de preencher buracos com comida. Não quero saber de NADA que me remeta a um dos períodos mais nefastos da minha vida ( a saber, uma fase da adolescência em que, além de revoltada, eu era bem gordinha). Quando a homeopata falou o meu peso, vi que era hora de fechar a boca. Comecei na sexta-feira, portanto, o primeiro regime do ano. E fui ao Pão de Açúcar hoje à noite. Os brownies, as tortas de chocolate, as baguetes e os bolos de cenoura pareciam implorar para serem comidos, mas eu resisti.
Escrito por Julinha às 22h48
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Sobre o post anterior
Um dia- no final deste mês completará 17 anos- tudo deu errado. Perderam-se as ilusões, acabaram-se as certezas, sonhos e esperanças foram literalmente para o ralo. Uma nova vida foi constituída a partir do exato instante em que tudo mudou. Uma vida mais sofrida, mais dura, mais ingrata. Porém ao mesmo tempo mais verdadeira, mais inteira, mais estimulante.
Durante muitos, muitos anos, acreditei ter sido o destino selado no dia em que tudo mudou. Era inútil lutar contra os obstáculos que apreciam, pois o final já era sabido, conhecido, experimentado. Lutar para quê?No meio do caminho sempre tinha uma pedra mesmo. A concha aparecia em sua beleza reluzente, e me empurrava cada vez mais para dentro dela. Como a imaginação às vezes parece melhor que a realidade! Feliz ou infelizmente, descobri a tempo que o destino não estava selado, e por mais bizarro que parecesse, o leme ainda estava em minhas mãos. Cabe somente a mim determinar a direção do barco. Há dias em que isso é horrível, tamanho o peso que atribuo a alguns percalços passados. Mas há muito e muitos outros, como hoje, ontem é amanhã, nos quais a certeza de comandar o barco é maravilhosa. É o que me faz ter sempre ânimo e vontade de prosseguir.
Escrito por Julinha às 21h04
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O destino não está selado, ainda seguro o leme nas mãos, as besteiras podem, devem e vão ser consertadas.
Escrito por Julinha às 22h45
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Do virtual ao real, através de uma simples passadinha pelo livro de visitas. Rever uma pessoa querida, matar muitas saudades, passar uma das tardes mais agradáveis das últimas semanas.
Finalmente descobri uma utilidade para o Orkut!
Escrito por Julinha às 22h44
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(Im) Popularidade é fogo!
Meu profile no Orkut finalmente ultrapassou a marca das 100 visitas. Em pouco mais de um mês na redinha, 123 orkuteiros passaram por lá.
E como vocês já devem ter percebido, queridos leitores, a inspiração começa a rarear. Posto essas besteirinhas apenas para evitar que o bloguezinho morra, como das outras vezes. Perseverança é tudo que eu preciso!
Escrito por Julinha às 23h40
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Sinusite
De todos os tipos de frio, o frio da febre é um dos mais desagradáveis. Causa dores em todo o corpo e não há cobertores que o aplaquem. Mas quando a febra começa ceder, vem um torporozinho gostoso: as dores passam e seu corpo até então tiritante é tomado por ondas de um muito bem vindo calor. Até que a febre volta e estraga tudo.
Dos momentos febris posso tirar algo de bom, mas da dor de cabe;ca e de garganta não. Já deu para perceber que fiquei mal esta semana, né? Mas finalmente comecei a melhorar. Embora seja uma cética convicta, dou três vivas à homeopatia!
Escrito por Julinha às 23h38
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Sobre a minha segunda-feira, só uma coisa a dizer: quem tem boca vai a Roma! E o acaso é muuuito bom!
Escrito por Julinha às 21h12
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Motoristas que fazem em uma hora e meia um percurso que não dua mais de dez minutos;
Uma volta imensa no Jd. Bonfliglioli para cair no mesmíssimo lugar do qual saíramos;
Restaurante com comida ruim e aparentemente requentada;
Muitas, muitas, muitas, dúvidas;
Satisfação por cumprir uma missão que parecia (quase) impossível.
São esses os fragmentos do meu (e da minha mui querida amiga Nina) fim de semana.
Escrito por Julinha às 20h26
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Reclamei uns dias atrás do tem melancólico de muitos dos meus posts. Hoje mudei de idéia, graças à minha mui estimada mãe. Disse a sábia baixinha: “nós sobrevivemos pois não nos deixamos tragar pela irrealidade. Não vivemos uma vidinha de fantasia”. Falou e disse. Certíssima.
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É incrível como algumas poucas palavras e breves reflexões têm o poder de mudar por completo o seu estado de espírito. Em um momento nada, em outro tudo. Leveza e bom humor. O que faltou em alguns momentos cruciais e sobrou em outros tantos. Definitivamente, é muito bom fazer análise!
Escrito por Julinha às 00h12
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E se houvesse um cemitério de almas? Essa idéia foi citada brevemente em um blog que li. Ah, que maravilhoso se, em lugar de carne inútil e putrefata, fragmentos significativos da nossa personalidade pudessem atravessar as barreiras da morte e se conservarem para a posteridade. A personificação exata da “alma imortal”. Recordar uma pessoa celebrando de fato a força da vida, e não fitando uma sepultura fria que remete somente à morte. Meu pai, Isadora Duncan, Fellini, Freud, Cortazar e muito mais.... É enorme a lista de almas que, se fosse possível, eu gostaria de "visitar".
Escrito por Julinha às 22h56
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